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O tempo é de férias e de balanço

24/08/08 · · 1 comentários

E bem merecidas!

Depois de quatro meses de estágio, que me fizeram descobrir a realidade da tradução em contexto empresarial e aplicar os conhecimentos adquiridos na licenciatura, com mais mês e meio a elaborar o relatório escrito do mesmo, penso que é tempo agora de descansar a mioleira e de fazer um balanço desta viagem que, na totalidade, durou quatro anos. Falo, pois, do período compreendido entre 2004 e 2008, passado entre a cidade dos arcebispos e a cidade capital da cereja.

Não tenho quaisquer dúvidas de que estes quatro anos em Línguas Estrangeiras Aplicadas (licenciatura agora conhecida por Línguas Aplicadas, devido à reformulação que o processo de Bolonha trouxe) foram um dos pontos altos da minha vida, senão mesmo o ponto alto. Preparando o terreno no Fundão ainda na escola secundária, foi em Braga que comecei a fazer com mais dedicação aquilo de que efectivamente gosto - aprender e estudar línguas estrangeiras, em especial a tradução. Logo no início da licenciatura procurei começar a definir este caminho, interessando-me especialmente pela área. A segunda parte do curso foi, também, mais virada para a tradução, facto que se veio decididamente a comprovar no último ano. Esse ano, navegando a um ritmo alucinante e trabalhoso, foi quase totalmente dedicado à área, nomeadamente através da disciplina de Tradução Especializada e do estágio curricular. Felizmente, este estágio, como disse num post anterior, foi feito num jovem gabinete de tradução de Braga, o que me permitiu estar em contacto com a realidade do mercado da tradução. Aqui pude cumprir amplamente as minhas expectativas e desejos que em teoria se vinham acumulando.

Foi também em Braga que conheci aquelas que se revelaram ser óptimas pessoas e, sobretudo, Amigos com "A" maiúsculo. Com elas passei a maior parte deste tempo, com elas partilhei um caminho que se foi construindo e com elas registei momentos inesquecíveis: a conviver, a estudar, a ser praxado e a praxar, a trabalhar, a passear, a estagiar, ... Obrigado a tod@s, não poderia deixar de agradecer =) Espero, como é óbvio, que este caminho não fique por aqui, que a construção continue. E eu sei que vai continuar!

Cabe-me também agradecer em especial àquela que conheci já lá vão dois anos e cujos momentos foram (e são) passados a namorar, a "aturar" mutuamente, a descobrir e a partilhar. Sei que já estamos grandes, mas tenho a certeza de que o nosso crescimento não parará!*

Sentimentalismos à parte, o futuro ou a próxima fase ainda se encontra meio incerta mas espero poder defini-la daqui a algum tempo... O meu desejo seria poder continuar em Braga, rodeado de dicionários e ferramentas de tradução, com os amigos e pessoas do costume, descendo habitualmente às Fundacerejas e subindo depois à Augusta Bracara. Será que é pedir muito? ;)

doce caminhada

01/08/07 · · 1 comentários


mais um mês que VOOU
ao teu lado;
mais uns milhares de cascas e fragmentos
que se gravaram
alegremente em ti e em mim;
mais um tempo que se desvaneceu
em tons de
ouro, prata, azuis e vermelhos;
mais uns espaços que pisámos
abraçados e de mãos dadas

várias cascas povoaram a nossa
CAMINHADA:
uma
vastidão imensa de areias puras,
uma escassez de outras mais duras;
mas tudo é assim
!
a balança é que nos dá o
equilíbrio
e o mar soube levar
para longe
as
areias escuras.

O QUE EU QUERO
é mais tempo
e mais espaço
ao teu lado
para caminharmos
com mais
vida
ao som de uma
melodia
doce como tu

amo-te muito *

voo

23/01/07 · · 1 comentários

cantando baixinho ao meu ouvido,
a brisa segredou-me os teus sonhos.

era uma melodia tão bela,
que me fez voar
docemente

até ti.

pousei suavemente no teu ombro
e passeei pelo teu pescoço

vagueei pela tua face e doces lábios

vislumbrei, ao longe,
um
reflexo azul sincero

embrenhei-me nos teus olhos
e, fascinado pela sua magia,
neles descansei.

ao acordar, vi que já tinha tomado forma,
deitado a teu lado num sono reparador.

os meus dedos tocavam o teu corpo
como se fosse um lento piano,
os meus lábios apagavam os rastos
antes deixados,
mas os meus olhos continuavam
embrenhados nos teus
até ao
infinito

somebody is aching for you

11/07/06 · · 1 comentários

dá-me a mão,
voa comigo para um campo de tulipas brancas
e beija-me com esses lábios de fada.

deixa-me adormecer contigo ao olhar as estrelas,
deixa-me ouvir a música da tua doce voz,
deixa-me sentir os teus carícios de penas e o calor da tua pele de mel.

perco-me no teu olhar da cor do mar,
onde me guardo,
onde te beijo
e donde vejo um novo mundo

*that is all i want

perspectiva

01/06/06 · · 1 comentários

a tempestade traz relâmpagos distantes
e muda a
cor da PAISAGEM
a
escuridão passa a esplendor

o
MUNDO está diferente
o novo dia traz também a
tarde
nasce ali uma
doce flor

não adormeço

07/04/06 · · 0 comentários

não existe polícia do pensamento
nascem as asas da liberdade, da criatividade, da intimidade
não existe polícia do pensamento
mas prefiro que ele saiba que não adormeço sem ti

a passo, passinho. . .

15/02/06 · · 0 comentários

puxamos a corda para o mesmo lado,
aproximamo-nos do mundo:
- do teu
- do meu

partilhamos lugares paisagem espaços tempo costumes modo traços nome fotografias lembrança situações ideia objectivos sonho olhares afecto

As coincidências acontecem.
A magia pode também acontecer
?

só con[t-s]igo

31/01/06 · · 0 comentários



as nuvens desenham coisas
desenham animais flores
desenham montanhas desenham cores
frases desenham amores

deambula uma letra de face caída
sem encontrar o que procura
só consegue olhar para o chão - duro e cinzento
só consigo olhar para o céu - leve e branco...

abrigo(s)

30/08/05 · · 0 comentários

No meu refúgio, penso…
Penso absorto de tudo.
Penso comigo, para dentro.
Mas sempre que desperto,
tenho a impressão que em nada pensava.

Será?

Só me lembro do silêncio que me povoava
e da cortina de vidro, translúcido, de luz mole:
aquela que me impedia de sentir a agitação de fora.

Diz-se que «não estamos cá».
Estamos onde?
Pensamos e imaginamos,
viajamos.
Para onde?
Certamente «até à lua»!
É o que se diz...
Deve ser essa, pois, a minha segunda casa.

Porque a primeira, essa, sou eu:
onde me habito,
onde me isolo quando quero,
onde me vejo e onde tudo vejo,
onde sou eu,
onde penso.

A segunda, então, a lua:
para onde viajo, quando me aborreço de estar na primeira, pensando,
e por onde deambulo
na placidez e na quietude daquele areal branco.
Ver dali o sol é diferente!
(Imaginando, tudo é diferente!)
Os seus raios são mais brandos,
não ofuscam tanto,
não queimam a vista…
Vejo-lhe nitidamente o globo fogoso,
as labaredas,
os abismos quentes.
(Vejo mais além, quando imagino!)
Aqui, a quentura é tão suave, tão deliciosa...
Tudo é tão bom!

(Regressando da viagem tudo é diferente…)
Imaginando, imaginando...

ouve o Espaço, ouve o Tempo

19/06/05 · · 0 comentários

Deparei com um quadro curioso:
Terra branca
Chuva azul
Sol transparente
Ar de laranja destilada.
Umas pegadas a um canto
Uma flor selvagem num outro
Uma colina branca com relvas vermelhas à frente
Um mar agitado de ondas amarelas atrás.
Gritam uns voadores por cima de mim
Num vibrar de asas que estremece o ar;
Caminha, deixando um rasto sem fim,
Uma eterna minhoca de sábios olhos:
sábios de tristeza e alegria, de solidão e memória
- memória de piores dias, de melhores dias,
- memória de quem vê e vive tudo...
Salta-me aos pés uma gigante pedra verde
Que, tal como a minhoca, é eterna e sabe tudo
- mas apenas acerca do local em que sempre esteve,
- o local que eu agora passo ao andar.
Mas, inesperadamente, sou convidado para ficar,
Para ouvir as histórias daquele Espaço,
Conjugado com o Tempo que a minhoca transporta.
E, enfim, deixo-me abstrair nessas recordações narradas
Que me parecem tão evidentes e tão concretas,
Tão reais e minhas...!

máscara escondida

23/01/05 · · 0 comentários

Desvendei o teu mistério, a tua face, o teu enigma,
Arranquei-te a máscara aparada pelo cinzel,
Limpei a poeira que o tempo acumulou,
Destapei o alçapão secreto da tua alma...

Pois então vi com puros olhos
O que jamais em ti se vira!

Mas reparei na visão que, afinal, me era próxima:
Tudo em ti já eu tinha visto algures
E concretizei que, apesar do teimoso disfarce,
És como eu, como todos, como tudo.

Ao materializares a tua diferença
Consolidavas a tua igualdade.

É que, apesar das diferenças,
Foram elas que nos uniram,
Tornando-nos tão semelhantes:
Não resistas - és assim mesmo, és como nós.

c a s c a

27/12/04 · · 0 comentários


breves

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