Desvendei o teu mistério, a tua face, o teu enigma,
Arranquei-te a máscara aparada pelo cinzel,
Limpei a poeira que o tempo acumulou,
Destapei o alçapão secreto da tua alma...
Pois então vi com puros olhos
O que jamais em ti se vira!
Mas reparei na visão que, afinal, me era próxima:
Tudo em ti já eu tinha visto algures
E concretizei que, apesar do teimoso disfarce,
És como eu, como todos, como tudo.
Ao materializares a tua diferença
Consolidavas a tua igualdade.
É que, apesar das diferenças,
Foram elas que nos uniram,
Tornando-nos tão semelhantes:
Não resistas - és assim mesmo, és como nós.
Novo ano, novas ideias. Feliz 2026!
Há 9 horas




0 comentários:
Enviar um comentário